BRASÍLIA: Prefeito Joaquim Neto representa Gravatá durante audiência pública sobre segurança

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O encontro aconteceu na Câmara dos Deputados, em Brasília, na tarde desta quarta (20)

Foto: ASCOM / Câmara dos Deputados

Mais Agreste, com SECOM

A Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado recebeu, na tarde desta quarta (20), o prefeito Joaquim Neto para um debate sobre diminuição dos índices de violência no município do Agreste pernambucano. A cidade ocupou o primeiro lugar no ranking das cidades menos violentas do Projeto Cidade Pacífica, no estado. O encontro aconteceu na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Na ocasião, o prefeito fez parte da bancada da casa para falar sobre o trabalho da gestão municipal, ao unir forças com a segurança pública, as organizações não governamentais (ONG´s) e a sociedade civil no combate à violência. “Mas não vamos parar por aqui. Iremos investir 7 milhões de reais na iluminação de ruas com lâmpadas de led, que possuem câmeras de monitoramento. Estamos investindo em construção de escolas em tempo integral, quadras poliesportivas, incentivo ao esporte, cursos profissionalizantes para capacitar os jovens para o mercado de trabalho e estamos com um projeto pronto para a instalação de uma muralha digital, para termos a tecnologia do videomonitoramento em nossa cidade. Estamos fazendo isso em um momento em que estão sendo dadas mais atribuições ao município e menos recursos. Nós queremos levar nossos projetos adiante e, para isso, precisamos do apoio de outras esferas, como a estadual e a federal”, destacou.

Joaquim Neto esteve ao lado de autoridades, como o deputado federal, Eduardo da Fonte, e o procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco, Francisco Dirceu Barros. “O projeto tem apenas um ano e surgiu de uma ideia básica presente na Constituição Federal, artigo 144, que diz que a segurança pública é dever do estado, direito e responsabilidade de todos. Mas toda forma de segurança pública, se for vertical, se vier da União para a população, se não contar com a colaboração dos municípios, está fadada ao insucesso. Identificamos que a violência tem fatores multifatoriais, como a face cultural, genética, econômica, socioeconômica e geográfica. Sendo assim, pensamos em um programa no qual os municípios se envolvessem, para resolver a criminalidade específica vivenciada em cada lugar. Os promotores de cada cidade se reúnem com as gestões de cada cidade e, juntos, cumprem uma agenda com eixos estabelecidos pelo programa, como a criação de uma mesa municipal de segurança, por exemplo”, explicou Francisco Dirceu Barros.

Eduardo da Fonte, que presidiu a audiência, elogiou a atual gestão de Gravatá. “Gravatá foi uma cidade que Joaquim assumiu em 2017, após uma intervenção. Havia um caos instalado naquele momento. A cidade estava repleta de problemas seríssimos na área administrativa, mas, hoje, está aí, como um exemplo de experiência que deu certo. É observando e se espelhando nesses projetos exitosos que a gente pode repassar essas histórias para outras cidades do Brasil e melhorar a segurança pública em todo o país”, afirmou o parlamentar.

Sobre o título de cidade mais pacífica

O título de cidade mais pacífica foi concedido ao município no dia 5 de setembro, pelo MPPE, órgão responsável pelo Programa Cidade Pacífica, que teve a adesão de 73 municípios pernambucanos. Criado em 2018, o projeto tem o objetivo de promover ações de combate à criminalidade no estado, através dos esforços e planos estratégicos dos municípios.

A mesa do evento recebeu ainda a conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Maria Tereza Uille Gomes, o coordenador de Políticas Municipais de Segurança Pública da Secretaria Nacional de Segurança Pública, representando o Ministério da Justiça, Gustavo de Souza Rocha, e o promotor de Justiça do Distrito Federal e Territórios, representando o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Antônio Henrique Graciano Suxbeger.

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