Gravatá se torna refúgio de recifenses e causa preocupação e revolta nos moradores locais

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Nas últimas 48 horas, o município se tornou o principal destino dos recifenses na fuga contra o coronavírus COVID-19

Igor da Nóbrega

Nas últimas 48 horas, o município de Gravatá, no Agreste do estado, tornou-se o principal destino dos recifenses na fuga contra o coronavírus COVID-19. A manhã desta sexta (10) mostrou as principais ruas do Centro da Cidade lotadas de veículos do Recife, incluindo o comércio local, fato que vem causando medo e revolta por parte dos moradores.

Nas redes sociais, a população demonstra indignação. “Condomínios lotados, comércio entupido, cidade cheia de turistas! Gente? Não etão entendendo a gravidade do problema? Leiam sobre o que está acontecendo na Itália! Sejam responsáveis! Gravatá não é colônia de férias! Não é hora para curtir churrasco, amigos ou piscinas. Quarentena não é férias! O isolamento social nesse momento é necessário! Aonde vai a idiotice humana”, destacou a jovem Anna Carolina Albuquerque no Instagram.

Em contrapartida, a secretária de Imprensa e Comunicação, Fernanda Pérez, afirma que a Vigilância Sanitária de Gravatá montou equipes e já está visitando os condomínios fechados e privês da cidade. A iniciativa visa notificar e multar os locais que coloquem em risco a população e que não estejam cumprindo a determinação do Decreto 015/2020.

Recife é uma das capitais brasileiras onde vírus deve se espalhar mais rápido

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (Fiocruz), a capital pernambucana, que possui um elevado público acima de 60 e acima de 80 anos, deve enfrentar a situação de uma maneira mais difícil, com grande potencial de acumular casos graves no curto prazo.

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