GRAVATÁ: Médico é contra isolamento tradicional no combate ao coronavírus e defende distanciamento nas ruas

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O oftalmologista Hilton Pimentel teme o aumento no número de mortes provocado pelo desemprego

A entrevista aconteceu na manhã deste sábado (11), no Programa Jota Silva, pela Gravatá FM. (Imagem: Reprodução / Facebook)

Igor da Nóbrega

Na manhã deste sábado (11), o oftalmologista Hilton Pimentel provocou polêmica nas redes sociais, após participar de uma entrevista no Programa Jota Silva, pela rádio Gravatá FM (92,3 MHz), no Agreste do estado. O médico disse não concordar com o isolamento social tradicional que vem sendo adotado em todo o mundo, para conter o avanço do novo coronavírus.

“Ninguém pode reclamar se me ver na rua, porque estou dizendo que acho que as pessoas devem ir pra rua. Distanciamento é uma coisa e isolamento é outra. Você não precisa tá abraçando e apertando a mão de ninguém. Se você é médico e vai atender alguém, você tai que chegar mais próximo da pessoa”, explicou.

Hilton destaca ainda que outros casos de saúde importantes e urgentes estão sendo deixados de lado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em detrimento do Covid-19. “Eu lhe garanto que não tem 50% dos leitos ocupados. Quantas vezes chegou gente aqui no seu programa para dizer que o pai teve um AVC, um infarto, e que não tinha um leito de UTI. Meu amigo, deram alta a tudo que é paciente. Desocuparam as UTI´s, esperando chegar um caso de coronavírus que não chega. Tô dizendo que não chega casos suficientes para ocupar esses leitos”, afirmou.

O oftalmologista lembra que o crescimento do desemprego no país pode ocasionar a morte de até 300 mil pessoas. “Quantas pessoas já pegaram coronavírus no mundo? Parece que 1,5 milhão, não chega a dois milhões. Você sabe quantas pessoas morrem de tuberculose no mundo, por ano? Um milhão de pessoas. E ninguém liga para isso, sabe por quê? Porque tuberculose é doença de pobre”, disse.

Hilton pontua ainda que a grande repercussão midiática dada ao coronavírus aconteceu depois que a doença atingiu a classe rica. “Começou matando os ricos que iam para a Europa, que iam para Nova Iorque, que ia pra China”, lembrou.

Contudo, o médico deixa claro sobre a gravidade do vírus. “Esta doença é séria, grave e que mata, mas ao meu ver, não é uma doença que precise colocar terror”, enfatizou.

Hilton Pimentel possui uma clínica médica no Centro de Gravatá.

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra:

https://web.facebook.com/jotasilva22/videos/1854583661338798/

Contra aglomerações – shows, vaquejadas, partidas de futebol em estádios.

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