Ministro do STF autoriza abertura de inquérito contra Bolsonaro para apurar denúncias de Moro

0
298

Atendendo a um pedido feito pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, o ministro Celso de Mello cobra que Moro seja ouvido pela polícia federal no inquérito

Foto: Reuters

Mais Agreste

Nesta segunda (27), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, autorizou a abertura de um inquérito para apurar as declarações do ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, contra o presidente Bolsonaro. A partir de agora, o chefe do Executivo será investigado pela Corte do STF.

“Sendo assim, em face das razões expostas, defiro, em termos, o pedido formulado pelo eminente Senhor Procurador-Geral da República e determino, em consequência – considerada a situação pessoal do Senhor Presidente da República e do Senhor Sérgio Fernando Moro, então Ministro da Justiça e Segurança Pública -, a instauração de inquérito destinado à investigação penal dos fatos noticiados na peça de fls. 02/13”, disse o ministro.

Para tanto, Celso de Mello cobra que Moro seja ouvido pela polícia federal no inquérito, atendendo a um pedido feito pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. “Assino ao Departamento de Polícia Federal o prazo de 60 (sessenta) dias para a realização da diligência indicada pelo Ministério Público Federal (fls. 12), intimando-se, para tanto, o Senhor Sérgio Fernando Moro para atender a solicitação feita pelo Senhor Procurador- -Geral da República”, destacou Celso de Mello, no despacho.

O pedido de abertura foi encaminhado pelo procurador-geral da República, na sexta-feira (24).

Entenda o caso

No dia em que pediu demissão do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, na última sexta (24), Sérgio Moro convocou uma coletiva de imprensa e afirmou existir uma suposta interferência de Jair Bolsonaro em inquéritos da Polícia Federal. Segundo o ex-ministro, o presidente decidiu trocar a direção-geral da PF porque gostaria de ter acesso a informações de inquéritos sobre a família Bolsonaro.

Objetivo do inquérito

O inquérito vai apurar se Bolsonaro cometeu crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.

Deixar um comentário

Por favor, digite seu comentário
Por favor, coloque seu nome aqui