Brasil pode ter quase 2 milhões de infectados pelo novo coronavírus, aponta estudo da USP

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O número de casos ‘subnotificados’, pode aumentar em 14 vezes o número de casos pela doença

Foto: Internet

Mais Agreste, com G1

O Brasil pode ter quase 2 milhões de infectados pelo novo coronavírus, aponta um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto, no interior paulista. O número assustador, que é 14 vezes maior que o oficial, vai ao encontro dos casos ‘subnotificados’, aqueles em que não entram nas estatísticas.

O ministério e as secretarias de Saúde dos estados e municípios só contabilizam os casos confirmados, ou seja, exames de pacientes que testaram positivo para a infecção da Covid-19.

Atualmente, os testes no país são destinados, principalmente, para pacientes internados, como também profissionais de saúde e segurança. Muitas pessoas são ‘assintomáticas’ ou apresentam leves sintomas da doença, fato que acaba passando despercebido.

Desenvolvido na Faculdade de Medicina da USP, o estudo usa como referência a Coreia do Sul, um dos países que mais fazem testes para a Covid-19. Segundo os pesquisadores, os números de lá são bem mais próximos da realidade.

“Se eu for levar em consideração o número de óbitos que são efetivos, tentando fazer uma estimativa, tirando a subnotificação, o meu modelo, honestamente, explode com o número de casos. Esse modelo é otimista e, por isso, eu tenho defendido de que o Brasil, necessariamente, para o mundo, já é o principal foco da epidemia”, avaliou o professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), Domingos Alves.

As projeções têm uma margem de erro para mais ou para menos. Caso os dados pudessem ser confirmados, o Brasil teria atualmente 1,5 milhão de casos de Covid-19, no mínimo, e mais de 2 milhões, no máximo, mais do que o total de casos dos Estados Unidos, país mais atingido pela pandemia.

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