Cloroquina aumenta risco de morte e não é eficaz contra covid, diz estudo

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Publicada na revista médica The Lancet, a pesquisa foi realizada com 96 mil pacientes

Foto: Irineu Junior / Prefeitura de Suzano

UOL

Um novo estudo publicado na revista médica The Lancet, nesta sexta (22), afirma que o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina sozinhos ou combinados com macrolídeos (grupo de antibióticos dentre os quais se destaca a azitromicina) não tem benefícios comprovados no tratamento de pacientes com covid-19. As substâncias podem aumentar o risco de morte por problemas cardíacos, como arritmia.

A pesquisa foi realizada com 96 mil pacientes. Nesta semana, o Ministério da Saúde divulgou um protocolo no qual recomenda o uso de cloroquina para pacientes com sintomas leves de covid-19. Defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a iniciativa foi o principal ponto de divergência que resultou n saída de Nelson Teich do comando da pasta da Saúde.

O estudo é o primeiro a analisar o uso desses medicamentos em larga escala. Foram analisados dados de mais de 96 mil pacientes hospitalizados, em 671 hospitais. Do total, 14.888 pacientes receberam hidroxicloroquina ou cloroquina, com ou sem antibiótico, e 81.144 pacientes não passaram por nenhum dos tratamentos.

A pesquisa apontou que as pessoas tratadas com cloroquina ou hidroxicloroquina apresentavam maior risco de morte quando comparadas àquelas que não receberam o mesmo tratamento.

Os autores do estudo sugeriram que os medicamentos não devem ser usados para tratar a covid-19 fora dos ensaios clínicos, até que os resultados estejam disponíveis para confirmar a segurança e a eficácia para pacientes com a infecção.

A pesquisa é assinada pelos pesquisadores Mandeep R. Mehra (Brigham and Women’s Hospital Heart and Vascular Center e Harvard Medical School, EUA), Sapan S. Desai (Surgisphere Corporation, EUA), Frank Ruschitzka (University Heart Center, Suíça) e Amit N. Patel (University of Utah e HCA Research Institute, EUA (Com Reuters).

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