Com ou sem uso de máscaras, manifestantes ocupam Esplanada com protestos antifacistas

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O movimento rebateu os pedidos de intervenção militar presenciados na Esplanada dos Ministérios, nos últimos fins de semana

Foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press

Correio Braziliense

Na manhã deste domingo, (8), manifestantes se mobilizaram no Museu Nacional para um ato antifascista e em defesa da democracia. O movimento, que é organizado por vários grupos do Distrito Federal, entoou gritos de protesto contra pedidos de intervenção militar presenciados na Esplanada dos Ministérios, nos últimos fins de semana. Alguns protestantes não utilizavam máscaras de proteção exigidos em todo o país.

“Nem um passo atrás, ditadura nunca mais”, gritavam algumas pessoas por meio de um carro de som. O ato começou por volta das 9h. Grupos também organizaram em carreatas, saindo de diversos pontos do DF com destino ao Museu.

Às 10h, manifestantes tomaram a rua da Esplanada em um grupo de pessoas. Lideranças espontâneas orientavam para que as pessoas não ocupassem a área dos Ministérios, ficando apenas na pista, que está totalmente fechada para veículos. Policiais fizeram um cordão na frente dos prédios. Cães da PM também estão a postos.

O policiamento foi reforçado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), que não divulgou o efetivo de policiais. Uma das preocupações da Polícia Militar é o encontro com protestantes que apoiam o governo, que são minoria, neste domingo, mas marcam presença com bandeiras do Brasil e trocam ofensas com quem participa do grupo antifascista.

Atenção redobrada

As forças de segurança de Brasília se atentaram ainda a um ato organizado pela ativista Sara Winter, líder do movimento 300 do Brasil. O grupo apoia o presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido). Sara foi alvo de uma operação da Polícia Federal e o movimento esteve na mira de uma ação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que chamou o 300 de milícia armada

O 300 convocou apoiadores para um “treinamento intensivo de técnicas de revolução não violenta”, apenas para “corajosos que estão dispostos a dar sono, suor e sangue pelo Brasil”, conforme texto de publicação das redes sociais. O local do ato é dito como secreto.

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