MP diz que Queiroz recolheu R$ 2 milhões em rachadinha, sendo 70% em dinheiro vivo

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O dinheiro estaria desvinculado direta ou indiretamente ao ex-deputado Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ)

Fabrício Queiroz deixando o IML, em São Paulo, após ser preso em Atibaia (SP). Foto: Nelson Almeida / AFP

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Mais de R$ 2 milhões, em pouco mais de dez anos, através de um suposto esquema de “rachadinha” entre servidores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foram recolhidos por Fabrício Queiroz. A informação consta na decisão do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, que determinou a prisão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, detido desta quinta (19), em Atibaia (SP).

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), o dinheiro estaria desvinculado direta ou indiretamente ao ex-deputado Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Na época, 70% do valor foi depositado na conta de Queiroz em dinheiro vivo. Pelo menos 11 ex-assessores tinham relações de parentesco, amizade ou eram vizinhos do ex-assessor. A investigação feita pelo MP aponta que os pagamentos eram feitos próximos às datas de pagamentos dos servidores da Alerj, entre abril de 2007 e 17 de dezembro de 2018.

Na ocasião, 26,5% dos repasses foram feitos por transferências bancárias, enquanto outros 4,5%, em cheque.

De acordo ainda com a investigação, com o afastamento do sigilo bancário, foi verificado ainda uma intensa rotina de saques na conta de Queiroz – cerca de R$ 3 milhões.

Queiroz foi preso em imóvel de advogado de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro

Na manhã desta quinta (18), Fabrício Queiroz foi localizado e preso em Atibaia (SP), num imóvel que pertence ao advogado Frederick Wassef. No momento da detenção, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro não esboçou qualquer tipo de resistência.

A investigação também deve contemplar Frederick Wassef, que esteve na posse do novo ministro das Comunicações, Fabio Faria (PSD). Atualmente, Wasseff é advogado de Flávio e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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