Bolsonaro estaria de “saco cheio” de Wassef; advogado deixa defesa do senador Flávio Bolsonaro

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O presidente teria dito que Wassef vive dando entrevistas à imprensa e causando mais estragos diante da crise provocada pela prisão de Queiroz

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

UOL

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, a interlocutores, que já está irritado com o advogado Frederick Wassef, que vive dando entrevistas à imprensa e causando mais estragos que ajudando na administração da crise do escândalo de Fabrício Queiroz. O chefe do Executivo teria dito que está “de saco cheio” de Wassef.

Depois das demonstrações de Bolsonaro, o advogado anunciou, neste domingo (21), que está deixando a defesa do senador Flávio Bolsonaro. Disse que faz isso porque está sendo usado para que as pessoas ataquem o presidente e o próprio Flávio.

O filho do presidente inclusive já contratou novo advogado, Rodrigo Roca, para o lugar dele.

Ao contrário do pai, no entanto, o senador segue manifestando apenas apreço e gratidão por Wassef.

A esperança é que o advogado agora saia do foco e não seja mais pressionado a dar explicações sobre o fato de ter abrigado Queiroz, ex-assessor de Flávio, em uma de suas propriedades.

Na semana passada, Queiroz foi preso em um sítio de Wassef em Atibaia. O advogado até agora não explicou como organizou a hospedagem, mas disse assumir inteira responsabilidade pelo fato.

Segundo ele, Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro nunca foram avisados de que Queiroz estava abrigado em seu sítio.

Wassef sempre demonstrou intimidade com a família Bolsonaro. Ele frequentava o Palácio da Alvorada, que é a residência oficial do presidente, e tinha livre trânsito em gabinetes de Brasília, indo inclusive à posse de ministros.

O Ministério Público do Rio de Janeiro alegou, na justificativa do pedido de prisão de Queiroz, que ele tentava obstruir as investigações e não comparecia a depoimentos do inquérito que investiga um esquema de rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Funcionários de gabinetes de deputados estaduais como Flávio Bolsonaro, que ocupava o cargo até 2018, são suspeitos de devolver parte de seus salários aos parlamentares, transferindo um pedaço de seus ganhos para contas que beneficiavam seus chefes.

Queiroz seria o administrador de contas que teriam beneficiado Flávio, tendo feito inclusive pagamentos em dinheiro vivo para despesas da família do agora senador.

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