GRAVATÁ: Rede hoteleira registra média de 50% de ocupação no São João 2020

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No ano passado, a taxa de ocupação para o mesmo período foi de 100%

Igor da Nóbrega

A rede hoteleira de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, vem se adaptando a nova realidade provocada pela COVID-19. Na última terça (23), data que marcou a véspera de São João, os principais hotéis da cidade registraram ocupação de apenas 50%. Em anos anteriores, o período junino proporcionou ocupação de 100% e até fila de espera.

Diante do cenário, o empresário Eduardo Cavalcanti fala sobre a movimentação no Hotel Fazenda Portal de Gravatá. “Nós sustentamos a ocupação dos leitos com 50%. Se tivesse liberado, teríamos vendido até mais. Vendemos os pacotes com duas diárias, no mínimo. Um final de semana antes, tivemos 40% de ocupação”, disse.

Eduardo explica que algumas restrições foram responsáveis por muitas desistências. “A proibição da prefeitura de não poder usar piscina de hotel gerou muitos cancelamentos”, afirmou.

Por sua vez, o gerente comercial do Hotel Fazenda Monte Castelo, João Pedro Piquet, diz que o empreendimento também alcançou os 50%, mas teve que reduzir o valor de tarifas. “Para o cenário da pandemia, tá razoável, tá bom, mas a gente esperava mais. Perdemos 50% na quantidade de apartamentos vendidos e, deste total, perdemos mais 50%. Em termos de receitas, a perda geral foi de 75% em relação ao faturamento”, destacou.

João Pedro acredita que a pandemia foi o fator decisivo para a ausência de novas reservas. “A gente acha que os turistas tenham ficado com receio que o São João estaria lotado e pudesse provocar algum tipo de agomeração”, concluiu.

O município é conhecido por abrigar a maior rede hoteleira do tipo fazenda de Pernambuco e uma das maiores em nível de Nordeste.

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