Em sentença, juíza declara que homem negro é criminoso “em razão da sua raça”

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O caso aconteceu 1ª Vara Criminal da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná

Correio Notícias

Uma juíza da 1ª Vara Criminal da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba (PR) causou polêmica ao definir a ‘raça’ de um homem negro como o fator decisivo para a formação de uma organização criminosa e a prática de furtos. Natan Vieira da Paz, 48 anos, foi condenado a 14 anos e 2 meses de prisão.

“Sobre sua conduta social nada se sabe. Seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça, agia de forma extremamente discreta os delitos e o seu comportamento, juntamente com os demais, causavam o desassossego e a desesperança da população, pelo que deve ser valorada negativamente”, escreveu a magistrada Inês Marchalek Zarpelon, na página 107, de 115, da sentença condenatória.

A decisão foi proferida no dia 19 de junho, mas apenas divulgada nesta terça (11). “Sobre sua conduta social nada se sabe. Seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça”, repetiu Zarpelon nas páginas 109 e 110.

No texto da sentença em que cita os dados pessoais e a identificação dos réus, o apelido de Natan é descrito como “Neguinho”. Segundo a advogada do acusado, Thayse Pozzobon, a conduta revela um olhar parcial da juíza.

A defesa diz que vai recorrer da sentença. Outras seis pessoas pelos mesmos crimes.

Trecho da divulgação da decisão da magistrada Inês Marchalek Zarpelon. (Imagem: Reprodução)

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