Auxílio Emergencial pode ser prorrogado até dezembro, diz Bolsonaro

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O valor das novas parcelas ainda não foi definido, mas o presidente afirma que R$ 600 é uma quantia muito onerosa para os cofres públicos

Bolsonaro fala sobre estender o Auxílio Emergencial até o final do ano. (Foto: Marcos Corrêa / Presidência da República)

Elizabeth Barbosa*

Durante cerimônia no Palácio do Planalto, nesta quarta (19), o presidente Jair Bolsonaro informou que o Auxílio Emergencial deve ser prorrogado por mais alguns meses, podendo ser estendido até o final do ano.

Entretanto, Bolsonaro afirma que o valor do benefício deverá ser reduzido nos novos pagamentos, já que a quantia é muito onerosa para os cofres públicos. “Os R$ 600 pesam muito para a União. Isso não é dinheiro do povo, porque não tá guardado, isso é endividamento. E se o país se endividar demais, você acaba perdendo sua credibilidade para o futuro. Então, os R$ 600 é muito. Alguém da Economia falou em R$ 200, eu acho que é pouco. Mas dá para chegar num meio-termo e nós queremos que ele venha a ser prorrogado por mais alguns meses, talvez até o final do ano”, explicou.

Sobre o Auxílio Emergencial

O Auxílio Emergencial foi iniciado em abril, logo no começo da pandemia do novo coronavírus, para conter os efeitos causados na economia. A medida teve como principal objetivo De lá para cá, o benefício concedeu uma ‘proteção financeira’ aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.

Inicialmente, o projeto seria pago apenas por três meses, mas, até agora, já foram concedidas cinco parcelas de R$ 600 a R$ 1.200 (no caso das mães chefes de família), por mês, a cada beneficiário.

Ao todo, são 66,4 milhões de pessoas atendidas. O valor desembolsado pelo Governo Federal, até agora, foi de R$ 161 bilhões, segundo balanço da Caixa Econômica Federal.

*Estagiária sob a supervisão de Igor da Nóbrega

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