Padre Robson foi extorquido por hacker que afirma ter tido um romance com ele

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O valor de R$ 2 milhões foi pago através de uma transferência bancária das contas da Afipe para as contas de um grupo de hackers

Foto: Reprodução / Facebook

Correio Notícias

Investigação promovida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) revela que padre Robson de Oliveira Pereira pagou R$ 2 milhões para não ter imagens e troca de mensagens pessoais expostos na internet, após ser vítima de extorsão. O dinheiro foi pago através de uma transferência bancária das contas da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) para as contas de um grupo de hackers, condenado em 2019. No entanto, o valor foi bloqueado.

De acordo com o advogado do religioso, Pedro Paulo Medeiros, os pagamentos teriam sido feitos de forma simulada, sobre a orientação da polícia que investigava o caso, na época.

Na ocasião ainda, foram realizados ainda outros pagamentos, com quantias que variaram de R$ 50 mil a R$ 700 mil, em espécie. Para tanto, o dinheiro era deixado dentro de um veículo Gol, estacionado na porta do Condomínio Jardins Valência, ou em uma caminhonete Hilux, estacionada no Shopping Cerrado.

Segundo a investigação, em março de 2017, dois hackers teriam invadido os celulares e os computadores do padre. Para não levantar suspeitas, os acusados se apresentaram como detetives contratados para investigar o religioso. Durante o julgamento do grupo, no ano passado, um deles disse que teve um relacionamento com o padre.

A defesa do padre afirma que o valor, usado nos pagamentos, foi recuperado e está depositado em conta judicial, aguardando liberação para retornar às contas da Afipe.

Padre Robson é investigado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, apropriação indébita, falsificação de documentos e sonegação fiscal

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