Governo Federal estuda prorrogar Auxílio Emergencial até 2021

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Em contrapartida, técnicos do Ministério da Economia afirmam que o governo não tem recursos para fazer esses pagamentos

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Elizabeth Barbosa*

Proposto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, o novo Programa Renda Brasil foi interditado pelo atual presidente Jair Bolsonaro, na última quarta (26). Diante da situação, o Palácio do Planalto estuda prorrogar o Auxílio Emergencial até os primeiros meses de 2021.

Mas para esta medida ser tomada, técnicos do Ministério da Economia afirmam que o governo não tem recursos para fazer esses pagamentos. Para a criação do Renda Brasil, seria necessário a extinção de outros programas sociais.

Para o novo programa, a proposta de Guedes é fazer a extinção de assistências consideradas por ele ineficientes, como o abono salarial, o seguro-defeso (pago a pescadores) e a Farmácia Popular.

O Renda Brasil pode ter um custo anual de R$ 20 bilhões a mais que o orçamento do Bolsa Família, que hoje é de R$ 32,5 bilhões.

Por sua vez, o presidente fala que não aceita a criação do programa às custas do fim do abono salarial, que demanda R$ 18 bilhões ao ano.

“Discutimos a possível proposta do Renda Brasil e eu falei ‘tá suspenso’. Vamos voltar a conversar. A proposta que a equipe econômica apareceu pra mim não será enviada ao Parlamento. Não posso tirar de pobres para dar para paupérrimos”, explicou Bolsonaro durante um evento, na última quarta (26).

A prorrogação do Auxílio Emergencial é a alternativa mais simples, entretanto, não foi encontrado ainda fontes de recursos para lançar o Renda Brasil, em 2021, no valor médio de R$ 300. Além do veto de Bolsonaro à extinção de programas sociais existentes hoje, a regra do teto de gastos impede o governo de ampliar livremente o valor do benefício.

*Estagiária supervisionada por Igor da Nóbrega

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