Alunos da rede pública de ensino ficam mais de 35 dias sem atividades remotas

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As informações foram repassadas pelas secretarias municipais de Educação

Foto: Álvaro Henrique / Governo Federal

Elizabeth Barbosa, com UOL*

Durante o período de suspensão das aulas que vem acontecendo desde o início da pandemia, 14 das 27 capitais do Brasil não forneceram aulas ou atividades remotas para estudantes, durante 35 dias ou mais. As informações foram repassadas pelas secretarias municipais de Educação.

De acordo com os relatos dos secretários, as aulas por videoconferência, que são para interação em tempo real, entre alunos e professores, foram escassas na rede pública de ensino. Apenas a capital da Bahia utilizou o recurso ainda no primeiro semestre de 2020, com estudantes do 6º ao 9º ano.

A pandemia surpreendeu todas as secretaria, mostrando que os municípios não tinha nenhuma estratégia para fornecer aulas remotamente. O período que os alunos ficaram sem aulas preocupa os especialistas.

A presidente do programa Todos Pela Educação, Priscila Cruz, revela que quatro meses sem aulas é uma perda brutal para os estudantes. “Quem não vê problema porque acha possível recuperar o atraso depois, está cometendo uma desonestidade intelectual muito grande, porque as evidências todas são no sentido contrário”, afirmou.

Segundo um levantamento feito pela Folha de São Paulo, em oito capitais, os alunos tiveram acesso a ensino remoto imediato a antecipação do recesso, logo que iniciou a pandemia e a suspensão das aulas – Curitiba, Manaus,Cuiabá, Salvador, São Paulo,Macapá, Vitória e Belém.

Em 20 capitais, as prefeituras ofereceram aos alunos aulas gravadas e programas educativos na TV aberta, no rádio e no YouTube, sem possibilidade de interação com os alunos.

Já em outras 25 capitais, foi adotada a estratégia de orientação dos professores aos estudantes por meio de aplicativos e redes sociais. Em 23 cidades, os materiais de estudos foram disponibilizados em sites, blogs e plataformas criadas pelas secretarias.

*Estagiária supervisionada por Igor da Nóbrega

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