PF faz megaoperação contra PCC para cumprir 422 mandados de prisão

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Batizada de Caixa Forte (Fase 2), a operação acontece em 19 estados e no Distrito Federal

31.ago.2020 – Dinheiro apreendido em operação da PF contra o PCC. (Foto: Divulgação)

UOL

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda (31), uma megaoperação policial contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação tem como finalidade investigar o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro praticados por integrantes do grupo criminoso em todo o território nacional.

Na ocasião, cerca de 1.100 policiais federais cumprem 623 ordens judiciais, sendo 422 mandados de prisão preventiva (sem prazo) e 201 mandados de busca e apreensão, em 19 estados e no Distrito Federal, além do bloqueio judicial de até R$ 252 milhões. A operação de hoje foi batizada de Caixa Forte – Fase 2.

Segundo a Polícia Federal, parte das ordens também é cumprida no Chile. Dos alvos de prisão, 172 já estão presos em 31 estabelecimentos prisionais em 14 estados.

Somente em um endereço com mandado de prisão em Santos (litoral de São Paulo), foram foram apreendidos R$ 2 milhões e US$ 730 mil (cerca de R$ 4 milhões).

A cidade é tida como uma das mais importantes para o PCC, porque, a partir do porto, grandes remessas de cocaína são exportadas pela facção para outros continentes, o que representa grande parte do lucro do grupo.

Primeira fase identificou esquema

De acordo com a PF, a Operação Caixa Forte – Fase 1 identificou os responsáveis pelo chamado “setor do progresso” da facção, que se dedica à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico.

Essa fase teria revelado que os valores obtidos no tráfico de drogas eram, em parte, canalizados para outras contas bancárias da facção, inclusive para as contas do “setor da ajuda”, responsável por recompensar membros da facção recolhidos em presídios.

“Foram identificados 210 integrantes do alto escalão da facção, recolhidos em presídios federais, que recebiam valores mensais por terem ocupado cargos de relevo na organização criminosa ou executado missões determinadas pelos líderes como, por exemplo, execuções de servidores públicos”, diz a polícia, por meio de nota.

Para garantir o recebimento do auxílio, a PF diz que os integrantes do grupo indicavam contas de terceiros não pertencentes à facção para que os valores, oriundos de atividades criminosas, ficassem ocultos e supostamente fora do alcance do sistema de justiça criminal.

“A atuação da Polícia Federal visa desarticular a organização criminosa por meio de sua descapitalização, atuando em conformidade com as diretrizes do órgão de enfrentamento à criminalidade organizada por meio da abordagem patrimonial, além da prisão de lideranças”, afirma a corporação.

Os presos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas cominadas podem chegar a 28 anos de prisão. A ação ocorre no dia do aniversário de 27 anos da fundação da facção, ocorrida dentro do presídio de Taubaté (SP).

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