MPPE investiga pagamento indevido do Auxílio Emergencial a mais de 14 mil servidores públicos

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O valor indevido estimado teria chegado a R$ 9.965.400,00 aos cofres públicos

Foto: MPPE / Divulgação

Elizabeth Barbosa

Os promotores de Justiça Frederico Magalhães e George Diógenes Pessoa, membros do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), participaram, nesta quinta (4), de uma coletiva através da plataforma Google Meet. O encontro trouxe como pauta para discussão as fraudes de 14.170 servidores estaduais e municipais entre ativos e inativos, que receberam irregularmente o Auxílio Emergencial.

Na ocasião, foi esclarecido que o levantamento se deu por um cruzamento de dados de diversas fontes, que apontou o montante de pessoas com vínculo e remuneração ao poder público. “Não sabemos ainda se todas essas pessoas fraudaram por vontade própria, por terem sido levadas a fazer por terceiros ou se tiveram seus dados furtados”, salientou o coordenador administrativo do Gaeco, Frederico Magalhães.

O pagamento do benefício, feito pelo Governo Federal devido à pandemia de Covid-19, foi identificado na folha de pagamento do poder público de servidores municipais ou estaduais, em abril de 2020. O valor indevido estimado teria chegado a R$ 9.965.400,00.

Em Pernambuco, os municípios que possuem o mais elevado número de servidores que receberam Auxílio Emergencial são Petrolina, Pesqueira, Garanhuns e Saloá. Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em 155 municípios pernambucanos, pelo menos um servidor recebeu o valor indevidamente.

As investigações foram iniciadas pelo MPPE, a partir de notícias recebidas sobre a possibilidade do recebimento indevido do benefício, destinado à microempreendedores individuais (MEI), contribuinte individual da Previdência Social e trabalhadores informais.

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