Operação Mata Atlântica em Pé divulga resultado contra desmatamento em Pernambuco

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Os dados do trabalho de campo das equipes foram apresentados durante uma coletiva online

Foto: MPPE / Divulgação

Elizabeth Barbosa, com MPPE*

Nesta quinta (1º), o Ministério Público revelou os resultados da Operação Mata Atlântica em Pé, realizada em Pernambuco e em outros 16 estados brasileiros. Os dados do trabalho de campo das equipes foram apresentados durante uma coletiva online.

No total, 38 alvos foram fiscalizados com pontos de desmatamentos nas cidades de São Lourenço da Mata, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Abreu e Lima, Escada, Água Preta e Xexéu – área total de 42 hectares embargados, 43,4 hectares em processo de autuação e R$ 265,4 mil em multas aplicadas.

Dentre as ilegalidades identificadas, as equipes confirmaram o desmatamento sem autorização, estoque e transporte irregular de lenha, utilização de motosserra sem registro, guarda de pássaros em cativeiro sem autorização, danos em unidade de conservação e instalação de loteamento sem licença.

Em Pernambuco, as atividades da Operação Mata Atlântica em Pé – 2020 estão sendo realizados pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE); pela Secretaria de Defesa Social (SDS-PE), por da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (DEPOMA); pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH); pela Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), por meio da Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma); e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos de desmatamento Naturais Renováveis (Ibama).

“A Mata Atlântica já cobriu 15% do território brasileiro e hoje é um bioma extremamente ameaçado. O trabalho da Operação Mata Atlântica em Pé tem um caráter educativo, de conscientização, para buscar esse equilíbrio entre desenvolvimento e proteção”, informou o coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do Meio Ambiente do MPPE (CAOP Meio Ambiente), André Felipe Menezes.

O coordenador de Operações do Ibama em Pernambuco, Gustavo Moreira, explica que o trabalho é intenso e com a ajuda das equipes em Xexéu, identificaram um assentamento próximo a uma área de preservação. “Fizemos uma ação de orientação junto a essas pessoas e vamos buscar um diálogo com o Incra para delimitar o espaço do assentamento, para que não haja sobreposição com a área de preservação. A sensação é de missão cumprida com o resultado dessa união das instituições ambientais”, afirmou.

Após a identificação dos responsáveis pelas áreas desmatadas, o trabalho segue com a autuação administrativa dos órgãos ambientais e expedição dos procedimentos criminais cabíveis pela Depoma. Em seguida, todo o processo é encaminhado às Promotorias de Meio Ambiente de cada município, para que os promotores de Justiça adotem as medidas cabíveis em cada situação.

*Estagiária supervisionada por Igor da Nóbrega

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