No Brasil, setor industrial tem alta na produção; seis estados superam o período de pré-pandemia

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A produção industrial nacional cresceu 3,2% só em agosto, quarta alta seguida

Foto Miguel Angelo / CNI

Elizabeth Barbosa*

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta (8), resultados que mostram o aumento de produção do setor industrial no Brasil, durante o período de reabertura e flexibilização do isolamento social.

A indústria nacional teve alta em 12 dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM-Regional), na passagem de julho para agosto. Segundo as análises, seis locais já apresentam alta de atividades. Amazonas (7,6%), Pará (5,5%) Ceará (5%), Goiás (3,9%), Minas Gerais (2,6%) e Pernambuco (0,7%) estão acima do nível de produção de fevereiro de 2020.

Só em agosto, a produção industrial nacional cresceu 3,2%, quarta alta seguida.

“A pesquisa reflete, em grande medida, a ampliação do movimento de retorno à produção de unidades produtivas, após paralisações e interrupções por conta da pandemia”, explicou o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida.

Segundo o IBGE, a indústria de São Paulo continua como maior influência da série de altas do setor. Em agosto, o aumento foi 4,8%. A PIM-Regional apontou que o Pará teve a maior alta na produção também em agosto, com 9,8%. A taxa dá ao estado o segundo lugar em influência no resultado geral.

Já o Rio de Janeiro apresentou alta de 3,3%, a sétima maior taxa no mês, mas a terceira maior influência no resultado no Brasil. Segundo os dados divulgados, o Rio está quase alcançando o patamar de fevereiro de 2020, estando 0,1% abaixo do nível de produção pré-pandemia.

Por outro lado, Pernambuco (-3,9%) e Espírito Santo (-2,7%) tiveram as maiores quedas no mês. Após três meses de altas que somaram 40,3%, a produção, em Pernambuco, caiu por conta do resultado mais baixo do setor de bebidas, muito atuante dentro do estado.

Mesmo assim, o estado está na lista de locais que superaram o nível de fevereiro. Minas Gerais, com variação de negativa de 0,4%, completa a lista de quedas.

*Estagiária supervisionada por Igor da Nóbrega

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