COVID-19: Brasil é um dos países prontos para receber vacinas; país deve investir cerca de R$ 2,5 bilhões

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O país vai investir cerca de R$ 2,5 bilhões

Foto: Siphiwe Sibeko / Reuters

Elizabeth Barbosa*, com Agência Brasil

Caso os testes clínicos em curso comprovem a eficácia das vacinas contra o coronavírus, o Brasil já se encontra em um bom posicionamento para receber as doses, no próximo ano, e distribuir para a população. A informação foi divulgada pela professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), Cristiana Toscano.

“A gente está bem posicionado do ponto de vista de acesso e de possibilidade e expectativa real de termos algumas vacinas já em 2021”, informou Cristiana, que também faz parte do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (SAGE), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A docente explica ainda que alguns acordos já foram assinados pelo Governo Federal e pelo estado de São Paulo, sendo as alternativas para o país. Entretanto, será preciso preparar e fazer um planejamento para mais de 30 mil postos de vacinação distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“No Brasil, a gente tem uma situação que considero bastante privilegiada, porque a gente tem os mecanismos bilaterais e o envolvimento do Brasil no Covax, que é um mecanismo multilateral. Se, de fato, nessa avaliação preliminar de dezembro, essas vacinas demonstrarem eficácia e segurança, a previsão é que entre fevereiro e março, no mais tardar, seja de fato possível iniciar a vacinação. Estamos falando de um tempo bastante curto para preparar tudo para uma vacinação de tamanha escala e tremenda importância”, acrescentou.

COVAX

O Brasil confirmou participação no consórcio Covax, no mês passado, para garantir acesso à imunização em todo o mundo. Com a adesão, o país vai investir cerca de R$ 2,5 bilhões e espera adquirir um portfólio que, até então, tem nove vacinas em desenvolvimento, para garantir a proteção de 10% da população até o final de 2021.

O governo Federal assinou acordo com os desenvolvedores da AstraZeneca e da Universidade de Oxford para que a Fundação Oswaldo Cruz, para que apressem a produção da vacina, que está na última fase de testes clínicos em diversos países, incluindo o Brasil. A vacina de Oxford também é uma das nove vacinas que integram o portfólio do Covax.

O Brasil o país contratou a transferência de tecnologia de uma vacina britânica e uma chinesa.

*Estagiária supervisionada por Igor da Nóbrega

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