Representantes do Codefat propõem ao governo parcelas extras do seguro-desemprego

0
110

A medida é para quem foi demitido sem justa causa, entre 20 de março e 31 de julho de 2020

Elizabeth Barbosa*

O Governo Federal recebeu uma proposta, de representantes do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), para conceder até duas parcelas extras do seguro-desemprego. A medida é para quem foi demitido sem justa causa, entre 20 de março e 31 de julho de 2020.

Assim, quem fosse demitido sem justa causa, teria de cinco a sete parcelas do benefício, que pode atender seis milhões de pessoas. Com isso, os sofres públicos teriam um impacto de R$ 16,1 bilhões.

Atualmente, o trabalhador recebe entre três e cinco parcelas do seguro-desemprego, dependendo do tempo trabalhado e de quantas vezes já fez o pedido. Devido à crise causada pela pandemia, a ideia do governo é que os pagamentos sejam feitos exclusivamente até dezembro de 2020.

Nas contas do Poder Executivo, a proposta terá um custo de R$ 7,3 bilhões e beneficiaria 2,76 milhões de pessoas.

Sobre a proposta

Os pagamentos extras dependerão da data da demissão e de quantas parcelas o segurado teria direito sem os extras. Na prática, quem foi demitido em julho e já teria direito a cinco parcelas, não receberá extras. Trabalhadores demitidos entre 20 de março e 31 de julho de 2020 e que já receberam todas as parcelas que tinham direito, poderão receber os extras.

*Estagiária supervisionada por Igor da Nóbrega

Deixar um comentário

Por favor, digite seu comentário
Por favor, coloque seu nome aqui