GRAVATÁ: Em depoimento na delegacia, testemunhas afirmam que candidato a vereador ateou fogo no próprio carro

0
474

Em contrapartida, Zezinho Clima (PT) afirma que o incêndio foi acidental

As quatro testemunhas ao lado da advogada Erica Rayane de Lima, na Delegacia de Polícia de Vitória de Santo Antão. (Foto: Bruno Sant´Ana)

Igor da Nóbrega

No fim da manhã deste sábado (31), quatro pessoas prestaram um Boletim de Ocorrência (B.O.) na Delegacia de Polícia Civil de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do estado, sobre a polêmica envolvendo o incêndio no carro do candidato a vereador pelo município de Gravatá, Zezinho Clima (PT). Segundo o depoimento das testemunhas, que foram representadas pela advogada Erica Rayane de Lima, a ação foi provocada pelo próprio dono do veículo.

“Eu tinha ido no supermercado e quando eu vinha subindo o pontilhão, percebi que tinha um carro parado e um rapaz conversando na moto com Zezinho Clima. Quando eu reduzi a velocidade de meu carro, vi que ele [Zezinho] estava jogando um líquido em cima do carro, mas não sabia que podia ser gasolina. Quando eu encostei meu carro e parei ao lado do carro dele, porque tinha uma moto na minha frente atrapalhando minha passagem, Zezinho tirou uma caixa de fósforo do bolso, acendeu um fósforo e tocou fogo no veículo. Wedson (Cruzeiro)”, relatou Wedson Martins, 26 anos, residente no bairro do Cruzeiro.

Para José Edson de Sena, 40, que mora no Bairro Novo, a versão contada por Zezinho é falsa. “Minutos antes, Zezinho colocou a bateria no carro, mas não pegou. Ele foi embora com a bateria e voltou minutos depois. Pegou uma garrafa pet, jogou gasolina no carro pet e ateou fogo com um fósforo. Eu estava no pontilhão quando ele me disse ter recebido uma ordem judicial para tirar o veículo dele do local. Zezinho me disse que Joaquim Neto era quem mandava Em Gravatá. Minutos depois, quando o Corpo de Bombeiros chegou, ele deu a versão que está circulando nas redes sociais, sobre a partida do carro. Tudo mentira, pois o veículo estava sem bateria”, destacou.

A terceira testemunha relata a mesma versão dos fatos. “Eu estava em horário de trabalho, entregando panfletos, quando vi ele chegar e jogar um líquido em cima do carro. Eu até pensava que era água. Eu vi ele [Zezinho] riscando um fósforo. Quando começou o fogo, eu fiquei com medo e fui para perto de minha amiga. Ligamos para os Bombeiros. Depois que ateou fogo, o dono do carro ficou sentado e olhando tudo. Eu tirei fotos que provam isso”, explicou Ricardo Severino, 19, que reside no Caique.

Por fim, a última testemunha pontua que estranhou o fato do proprietário do carro não ter acionado os Bombeiros. “Vi basicamente o que meu amigo Ricardo falou. Eu estava sentada de um lado e ele do outro. Do nada, já vi o fogo subindo. Depois que começou a aparecer gente, fomos lá tentar falar com ele [Zezinho], perguntando porque ele não tinha ligado para os Bombeiros. Ele tava lá apenas olhando a cena das chamas consumindo o veículo”, concluiu Kauane Bruna, 21, moradora da Nossa Senhora das Graças.

A Polícia Civil de Gravatá está investigando o caso para saber se o incêndio foi criminoso, acidental ou provocado pelo próprio dono.

Entenda o caso

Por volta das 15h30min desta sexta (30), o carro do candidato a vereador pelo PT, Zezinho Clima, foi consumido pelas chamas. O caso rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e o incêndio foi contido.

Zezinho Clima se de acusações

Em vídeo, Zezinho Clima afirma que o incêndio pode ter sido provocado pelo cabo de velas do carro. “Realmente comprei gasolina e lavei o distribuidor do carro. Carro velho é assim ‘você tira o distribuidor, joga gasolina e coloca’. Eu creio que as centelhas do cabo de vela que provocou o fogo, então eu saí de perto e nem me lembrei de extintor, água. Fiquei apavorado. Sentei de lado e fiquei assistindo até a chegada dos Bombeiros.

Deixar um comentário

Por favor, digite seu comentário
Por favor, coloque seu nome aqui