CoronaVac: São Paulo começa a produzir esta semana e prevê vacinação no 1º bimestre

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A aplicação na população depende da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Imagem: Adriana Toffetti / A7 Press / Estadão Conteúdo

UOL

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse, nesta quinta (3), que a CoronaVac começará a ser produzida no fim de semana. A vacina contra a covid-19 é produzida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan.

Segundo ele, a expectativa é que vacinação seja iniciada ainda no primeiro bimestre do ano que vem. A aplicação na população depende da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou que se a CoronaVac for aprovada em janeiro, o estado deve começar a vacinação no mesmo mês, ainda que o plano do Ministério da Saúde seja iniciar o programa de vacinação de parte dos brasileiros apenas em março.

“Se a vacina estiver pronta para uso, nós temos que começar a vacinação. Simplesmente porque a vacina pode salvar um milhão de pessoas. Não faz sentido atrasar a distribuição de uma vacina já registrada na Anvisa”, argumentou ele, em entrevista à Globonews.

Covas disse ainda que com ou sem financiamento do Ministério da Saúde as 46 milhões de doses serão usadas no próximo ano. Na terça-feira, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, afirmou que a pasta não descarta nenhuma vacina que esteja em fase 3 de testes no Brasil, como é o caso da CoronaVac, que é motivo de disputa entre o governo federal e o estado de São Paulo.

“Será a primeira vacina disponível no Brasil. Com o financiamento do ministério ou sem o financiamento do ministério essas 46 milhões de doses serão utilizadas muito rapidamente no início do próximo ano. Nós já temos acordo com diversos estados e confederações de municípios, então será feito. Espero que com apoio do ministério”, disse.

Um lote com insumos para produção do imunizante chegou a São Paulo hoje.

Produção do imunizante

Em entrevista à TV Globo, Gorinchteyn explicou que os 600 litros de insumo que chegaram hoje vão garantir a produção de mais de um milhão de doses do imunizante.

Segundo ele, nos próximo dias os insumos passarão por uma avaliação técnica de qualidade. “As vacinas já começam a ser produzidas no final de semana. Então, no início da semana essas doses já estarão prontas, serão formuladas, envasadas e, aí sim, de forma adequada, estocadas esperando a liberação dos órgãos regulatórios”, explicou.

Gorinchteyn disse que a vacina é segura e comprovará sua eficácia. No mês passado, o governo paulista anunciou que os estudos de fase três do imunizante, que podem atestar sua eficácia, chegaram ao número mínimo de infectados pelo coronavírus. Com essa marca, é possível abrir os resultados dos estudos para análise da aprovação do registro pela Anvisa.

Ele afirmou nesta terça-feira (1º) que os resultados do imunizante estão sendo analisados e devem ser compartilhados com o governo “possivelmente na semana que vem”.

A respeito de datas, o secretário disse que o Butantan já está redigindo a solicitação emergencial. “Nós imaginamos e desejamos que ainda no primeiro bimestre do próximo ano nós já estejamos iniciando a vacinação da população”.

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