Todas as vacinas produzidas no Brasil terão prioridade do SUS, diz ministro da Saúde

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A ideia aconteceu durante a apresentação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19

Foto: José Dias / Correio Braziliense

Correio Braziliense

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou a ressaltar que todas as vacinas produzidas no Brasil, seja pelo Instituto Butantan ou pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), terão prioridade do Sistema Único de Saúde (SUS). A ideia aconteceu durante a apresentação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19.

No discurso, o general reforçou que todos os estados serão tratados de forma igualitária e proporcional. “O mais importante de hoje, aqui, não é apresentar o plano, é nós demonstrarmos que todos nós estamos juntos. Todos os estados da federação serão tratados de forma igualitária, proporcional e não haverá nenhuma diferença. Todas as vacinas produzidas no Brasil, pelo Butantan, pela Fiocruz, ou qualquer indústria, terão prioridade do SUS e isso está pacificado. Está discutido e está muito bem tratado e qualquer discussão anterior ficou na discussão”, garantiu o ministro durante um evento realizado no Palácio do Planalto.

Logística

O general afirmou que não há preocupação com a logística da vacinação contra a Covid-19 no Brasil. “A logística é simples. Apesar de o nosso país ser deste tamanho, nós temos estrutura, nós temos companhias aéreas, Força Aérea Brasileira e toda a estrutura já planejada”, indicou.

Para Pazuello, o “quê da questão” está no cronograma de distribuição e imunização, que classificou como “anexo do plano” e que depende de um registro dos imunizantes. “Esse cronograma depende de um registro. Eu posso falar em hipóteses”, declarou.

STF

No último domingo (13), após o Ministério da Saúde entregar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19 ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski deu 48 horas para que o ministro da Saúde informasse a data de início e previsão de término do plano.

Na terça (15), o Governo Federal informou, ao STF, que “não há vacina para uso imediato no mercado brasileiro” contra a Covid-19, e que assim que for aprovado o uso emergencial de uma vacina, as doses, depois de compradas, devem levar cinco dias para chegar aos estados.

“Ansiedade e angústia”

Nesta quarta (16), o gestor do Ministério da Saúde questionou a “ansiedade” e “angústia” em torno do tema, durante o evento no Palácio do Planalto, destacando que é preciso se orgulhar da capacidade do SUS. “O povo brasileiro tem a capacidade de ter o maior programa de imunização do mundo. Somos os maiores fabricantes de vacina da América Latina. Para que essa ansiedade e essa angústia? Somos referência na América Latina e estamos trabalhando”, indicou.

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