Da Itália para o Brasil: a vinícola que conquistou Curitiba e o sul do país

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Com 127 anos de existência, a Durigan é uma das principais referências nacionais no que diz respeito à produção de vinhos

Foto: Igor da Nóbrega / Correio Notícias

Igor da Nóbrega

Apesar da pandemia da Covid-19, a Durigan Vinhos, considerada a principal vinícola da cidade de Curitiba, continua atraindo turistas de todas as partes do Brasil. O empreendimento é responsável por servir mais de 30 tipos de vinhos e espumantes, queijos e azeites de oliva de todo o mundo, licores, massas, pastas italianas, azeites de oliva, chocolates produzidos pela marca, sucos de uvas sem adição de conservantes e açúcar, etc.

De acordo com o gerente comercial, Gerson Miola, as bebidas são vendidas apenas no local. “Nossos vinhos não são encontrados nas grandes redes de supermercados, já que não temos como atender esta demanda. Preferimos manter uma quantidade ‘x’, ao invés de elevarmos a quantidade e, consequentemente, perdemos a qualidade”, disse.

Sobre a qualidade dos produtos oferecidos, Miola explica que as uvas são rigorosamente analisadas, antes de qualquer aquisição por parte da Durigan. “A quantidade dos vinhos varia de acordo com as safras das uvas. Se nós formos no parreiral e a uva não estiver em condições de produzir um bom vinho, nós não compramos e desistimos de produzir aquele tipo de vinho específico”, atestou. As uvas são adquiridas de diversos estados do país, como também do Paraguai.

Com a chegada da pandemia e o fechamento do ambiente para visitação do público, a empresa teve que se reinventar, ampliando as vendas online (e-commerce). “Apesar das dificuldades e queda nas vendas em 40 ou 50% do faturamento, a empresa manteve os funcionários e não demitiu ninguém. Por outro lado, estamos seguindo todos os decretos estabelecidos pela Prefeitura de Curitiba, como o distanciamento social e a disponibilização de álcool em gel em todo o prédio”, afirmou.

Antes da pandemia, a Durigan disponibiliza degustação de vinhos, queijos, salames e outros produtos para os visitantes. Devido a recomendação da Secretaria Municipal de Saúde, a empresa suspendeu temporariamente o serviço.

Foto: Igor da Nóbrega / Correio Notícias

Pandemia x turismo

Dentro do calendário turístico de Curitiba, 2020 era para ser o melhor ano para o empreendimento. Na ocasião, estava programa a realização de diversos congressos na cidade, que atrairiam milhões de turistas. Os eventos seriam voltados a diferentes áreas do turismo – negócios, religioso, gastronômico, entre outros. “Infelizmente, a Covid-19 retardou esse crescimento, mas estamos confiantes que, ao término da pandemia, continuaremos atendendo milhares de pessoas, como fazíamos anteriormente”, ressaltou Miola.

Vendas de adegas e produtos de madeira

A Durigan é responsável ainda pela venda de adegas, toneis de carvalho, champanheiras, baús para vinhos e espumantes, chalés produzidos com madeira do tipo Embuia e Pinos, entre outros produtos.

Iluminação da loja

Além do lindo parque temático localizado na área externa da loja, envolvendo sofisticação e rusticidade, o prédio chama à atenção dos turistas e visitantes pela iluminação diferenciada. “Todas as noites, tudo aqui fica iluminado, sendo Natal o ano inteiro. Fazemos isso para sempre receber nossos clientes cada vez melhor, contribuindo ainda com o turismo de Curitiba”, enfatizou.

Localização e contato

A Durigan está localizada na Avenida Manoel Ribas, 6169, Santa Felicidade. Para falar com a empresa, os interessados devem entrar em contato através dos telefones (41) 3272-0101 / (41) 9.9538-4692.

Para realizar a compra pela internet (online), basta acessar o site da empresa, através do link https://www.vinicoladurigan.com.br/.

Redes sociais

O empreendimento também possui fan page (Facebook) e Instagram.

Sobre a Durigan

Com 127 anos de existência, a Durigan contribuiu com a expansão do bairro Santa Felicidade, através da chegada de imigrantes italianos, vindos da região do Vêneto, no norte da Itália.. “Trouxeram de lá o conhecimento que eles tinham na parte de vinhos e uvas e, até hoje, nós continuamos aqui”, pontuou Mila.

Inicialmente, a bebida era produzida para consumo próprio, sendo vendido apenas o excedente. Posteriormente e com a expansão do turismo e da gastronomia na região, a vinícola fundou a loja nos anos 1960. “Por aqui, passava uma avenida principal, que ligava o norte pioneiro com a capital. Como o número de pessoas, que transitavam pela região, era muito grande, os empresários começaram a abrir restaurantes. Por outro lado, a Durigan passou a investir bastante na parte dos vinhos. O pioneiro das vendas foi o senhor Olívio Durigan, herdeiro do seu Borto Durigan”, revelou o gerente comercial.

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