Com spray, Bolsonaro aposta em novo medicamento em estudos iniciais contra Covid-19

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O medicamento não tem comprovação de eficácia e nem aprovação de agências de vigilância sanitárias para o uso contra a Covid

Foto: AFP

Correio Notícias, com UOL

Depois da cloroquina, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) passou a apostar em um spray nasal produzido em Israel como nova forma de tratamento da doença. O medicamento, que ainda está em estudos iniciais para o combate de infectados com o coronavírus, não tem comprovação de eficácia e nem aprovação de agências de vigilância sanitárias para o uso contra a Covid.

Na ocasião, o chefe do Executivo afirma que o Brasil já se voluntariou para participar de testagens. Para tanto, uma equipe de dez integrantes do governo, incluindo o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, vai a Israel, no próximo sábado (6), para conhecer o chamado EXO-CD24.

Visto como a “nova cloroquina” de Bolsonaro, o spray ficou conhecido após estudiosos do Centro Hospitalar de Tel Aviv informarem que o fármaco foi aprovado nos primeiros testes executados. Trata-se, porém, de um estudo preliminar em fase de sondagem da aplicação à doença, sem compará-lo a um placebo, por exemplo.

Segundo a base internacional Clinical Trials, a primeira fase dos testes começou em setembro e será concluída até o fim deste mês.

Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que ainda não existe nenhum pedido de análise de uso ou anuência de estudo clínico da referida medicação. Em contrapartida, Bolsonaro realizou uma Live, no mês passado, anunciou que que enviará à agência um pedido de liberação emergencial do spray.

“É uma tremenda notícia. “Você tem um pai, irmão ou amigo que está ali: olha, vai ser intubado. Você vai dar um spray no nariz dele ou não? Ou vai tratar isso como uma hidroxicloroquina, porque também não tem comprovação científica?, destacou o presidente.

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