AGRESTE: Deficiente mental é libertado de situação semelhante à escravidão em Bezerros

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A vítima vivia em condições ausentes de dignidade humana, além de trabalhar sem registro e qualquer garantia trabalhista ou previdenciária

Ministério do Trabalho / Gerência Regional de Caruaru. (Foto: Dido Montenegro / Rádio Cultura do Nordeste)

Correio Notícias

Durante fiscalização conjunta entre Superintendência Regional do Trabalho, Auditores-Fiscais do Trabalho (AFT), Procuradoria do Ministério Público e Polícia Federal, um deficiente mental, que trabalhava em condições semelhantes à escravidão, foi libertado de uma fazenda de criação de animais, localizada na zona rural de Bezerros, no Agreste de Pernambuco. A ação foi realizada entre os dias 15 e 17 de março, mas somente divulgada nesta segunda (22).

Segundo informações dos fiscais, além de viver em condições sem qualquer dignidade humana, o homem trabalhava sem registro e qualquer garantia trabalhista ou previdenciária – ausências de pagamento de salário, água potável no local de trabalho, instalações sanitárias, como também inexistência de local adequado para guarda, conservação e preparo de alimentos.

Após o resgate, a vítima foi acolhida por agentes da Assistência Social de Caruaru, para reinserção social, e submetido a cuidados médicos.

Por sua vez, o empregador foi autuado e deverá pagar indenização a título de dano moral individual, como também verbas rescisórias no valor de R$ 11.825.

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