Após período mais restritivo, cidades do Pajeú adotam medidas estratégicas para reabertura do comércio local

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A iniciativa foi ao encontro das orientações técnicas dos infectologistas da Fundação Oswaldo Cruz

Ruas de Afogados da Ingazeira no 1º dia das medidas mais restritivas. (Foto: Blog Mais Pajeú)

Correio Notícias, com MPPE

Os trezes municípios que integram a Região do Pajeú, no Sertão pernambucano, iniciaram, nesta segunda (29), a nova fase da quarentena contra a Covid-19, que vai disciplinar as filas e o fluxo no comércio local reaberto – permitidos pelo Decreto Estadual vigente -, para o devido cumprimento dos protocolos sanitários. Entre os dias 24 e 28 de março, as referidas cidades adotaram medidas restritivas mais rígidas, com atingimento da meta de retirar pessoas das ruas e diminuir a pressão no sistema de saúde, especialmente demanda por leitos de terapia intensiva.

Agora, há uma atenção especial para bancos, lotéricas e mercados. “O esforço coletivo conta com a participação do Ministério Público de Pernambuco, por meio das Promotorias Locais, Secretarias Municipais de Saúde e Vigilâncias Sanitárias, Guardas Municipais, Polícia Militar e Bombeiros Militares e Civis, além dos seguranças privados contratados pelas Prefeituras”, explicou o coordenador da 3ª Circunscrição Ministerial, o promotor de Justiça Lúcio Almeida Neto.

O promotor lembra ainda sobre a desobediência da população em relação às medidas preventivas. “Verificou-se, na região, que, mesmo depois da vigência da quarentena do Estado, com diversos estabelecimentos fechados, o povo continuava na rua. Isso gerou, de um lado, um impacto negativo na economia com situação de concorrência desleal, porque comerciantes ficaram com seu estabelecimento fechado, observando outros abertos venderem os mesmos produtos que eles comercializam. Por outro lado, na região, não se estava conseguindo atingir o objetivo esperado na saúde, com a retirada das pessoas da rua e o isolamento e distanciamento social esperados para causar a redução da transmissão do coronavírus pretendida. Nesse sentido, o que motivou a decisão foi dar um tratamento mais linear e mais isonômico com as restrições e por menos tempo, em vez de ficar prorrogando indefinidamente as medidas, sem surtir o efeito almejado”, pontuou Lúcio Almeida.

Os 13 municípios da 3ª Circunscrição Ministerial são Afogados da Ingazeira (sede), Iguaraci, Carnaíba, Quixaba, Itapetim, Brejinho, São José do Egito, Santa Terezinha, Sertânia, Tabira, Solidão, Tuparetama e Ingazeira.

Sobre as medidas mais restritivas (não lockdown)

Os 13 municípios editaram simultaneamente decretos, com igual teor, definindo medidas mais restritivas no período de 24 a 28 de março. A iniciativa foi ao encontro das orientações técnicas dos infectologistas da Fundação Oswaldo Cruz, que, em 16 de março, publicaram o Boletim Extraordinário afirmando que o atual momento de enfrentamento da pandemia da Covid-19 era a maior crise sanitária e de saúde da história do Brasil.

Os principais fatos que fundamentaram a decisão de prefeitos e promotores de Justiça da Região foram:

1) 100% de lotação dos leitos de UTI do Hospitais de referência de Afogados da Ingazeira e de Serra Talhada, com fila no Estado;

2) Possibilidade de faltar oxigênio, em poucos dias, conforme anunciado pelo Diretor de Logística do Ministério da Saúde, General Ridauto Fernandes;

3) Risco da falta de medicamentos, anunciado pelo Conselho Federal de Farmácia e outras entidades ligadas à Saúde – AMB, ANAHP, CONASS, etc.

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