Reinfecção por Covid-19 pode ser mais agressiva mesmo sem variantes, diz pesquisadores da Fiocruz, UFRJ e do Idor

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O segundo contágio provocaria uma resposta corporal inflamatória mais intensa e com sintomas mais fortes

Imagem: Fiocruz / Divulgação

Correio Notícias

Em estudo pré-publicado, pesquisadores de três importantes instituições de saúde, educação e tecnologia do Brasil afirmam que a reinfeção por Covid-19 pode ser mais agressiva mesmo sem as variantes – Cepas amazônica P1, do Reino Unido e da África do Sul. O segundo contágio provocaria uma resposta corporal inflamatória mais intensa e com sintomas mais fortes.

De acordo com a pesquisa, mesmo apresentando sintomas leves ou moderados do novo coronavírus, as pessoas assintomáticas correm risco de reinfecção pela doença. O segundo contágio acaba provocando uma resposta corporal inflamatória mais intensa e com sintomas mais fortes.

Os pesquisadores se basearam em casos de reinfecções registrados no Rio de Janeiro. Naquele estado, os pacientes desenvolveram sintomas mais agudos em relação à primeira infecção, mesmo não sendo contaminados com algumas das referidas variantes.

Dessa forma, o estudo vai ao encontro apenas dos casos de infecção por cepas “não variantes”, algo inédito até então, o que contraria o fato da reinfecção só ocorrer devido às novas variantes, como a P.1, a B.1.1.9 (do Reino Unido) e a B.1351 (de origem na África do Sul).

As instituições envolvidas são a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa (Idor).

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