100 DIAS: Gestão de padre Joselito não mostra a que veio e se resume a falar do ex-prefeito Joaquim Neto

0
616

Foto: Facebook / Padre Joselito / Reprodução

Igor da Nóbrega

Os 100 primeiros dias da gestão de Joselito Gomes (PSB) foram marcados por enaltecer a imagem e as ações do ex-prefeito Joaquim Neto (PSDB). O “escolhido” de Waldemar Borges e cia ainda não mostrou a que veio na cidade de Gravatá, Agreste do estado, frustrando até mesmo seus eleitores mais fanáticos e, porque não dizer, bajuladores.

Marcada por poucas ações e muita demagogia, o início do 1º mandato do psbista “revolucionou” a área da saúde, mas no sentido de propiciar vários pedidos de demissões por parte de médicos que atuavam no município. Ainda em fevereiro, o secretário de Saúde, José Edson de Souza, anunciou a retirada de um plantonista do Hospital Dr. Paulo da Veiga Pessoa – local responsável por atender uma média de 200 pessoas diariamente-, que acabou provocando insatisfação e revolta em muitos profissionais de saúde. A notícia se espalhou rapidamente, inclusive chegando aos holofotes de toda a mídia do estado, e outros médicos não aceitaram trabalhar em Gravatá. O resultado atual é um hospital que consegue disponibilizar, em muitas ocasiões, apenas um único plantonista para uma população de mais de 80 mil habitantes. Para tentar amenizar o desgaste do trabalho que mal teve início junto à pasta, José Edson autorizou a instalação de um tanque de oxigênio líquido e equipamentos de vácuo e ar comprimido, no último sábado (10), junto ao hospital.

Ainda sobre o Hospital Municipal, o Correio Notícias recebeu a notícia que a nova Unidade de Terapia Intensiva (UTI), anunciada pela Secretaria de Saúde, será de competência “estadual”, ou seja, não beneficiará apenas a população gravataense. O orgulho e ego vivenciados pela equipe do PSB, no final das contas, vai acabar colocando em risco os profissionais de saúde da casa, com a chegada de doentes de outras cidades do Agreste pernambucano. Quem sai ganhando com isso? A população de Gravatá que não é.

Por outro lado, na era das populares e conhecidas “Fake News”, a atual administração não quis ficar de fora e divulgou notícias inverídicas nas redes sociais e no próprio site institucional. Em duas ocasiões, a ainda Secretaria de Saúde foi “ousada” ao afirmar que o Centro de Saúde Fernando da Veiga Pessoa voltou a realizar serviços de odontologia, após 10 anos. Na realidade, Joaquim Neto entregou à população, no dia 10 de março de 2020, o Posto 1 totalmente reformado. A parte odontológica já funcionava e só foi interrompida por conta da pandemia da Covid-19, assim como outros serviços de saúde, sendo retomada no dia 17 de setembro do mesmo ano.

A falta de empatia com as camadas mais pobres da sociedade gravataense também vem sendo uma das marcas do prefeito Joselito, que, além de ser o maior responsável pelo Poder Executivo Municipal, ainda contraria o próprio peso da responsabilidade do título que carrega nas costas, ao ser intitulado de “padre”. Na Semana Santa deste ano, a Secretaria de Assistência Social decidiu cancelar a tradicional distribuição de peixes, tirando o principal e, talvez, único alimento proteico das famílias carentes neste período. Ironicamente ou não, o peixe é um dos maiores, mais antigos e principais símbolos da fé cristã. No ano passado, a gestão de Joaquim Neto contornou a não distribuição do alimento – por conta do início da quarentena -, com a distribuição de sopas, pães, bebidas lácteas e cestas básicas.

Agora, Joselito Gomes e equipe enxergam alavancar a credibilidade na ativação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), travada por incompetência e má fé da gestão do ex-prefeito Bruno Martiniano, que tinha boa parte das mesmas figuras políticas que trabalham na atual administração. Outra promessa está na construção do Parque Industrial de Gravatá, que, caso seja concretizado, deve enfrentar sérios problemas com a irregularidade no abastecimento d´água na cidade. Aliás, nem mesmo o gerente regional das Russas da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e atual secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Controle Urbano, Ricardo Malta, conseguiu solucionar a ausência do “ouro branco” na Suíça nordestina.

No final das contas, os 100 dias do governo de Joselito Gomes podem ser resumidos na ausência da continuidade das inúmeras obras deixadas, em andamento, pela gestão de Joaquim Neto; pela não distribuição de merenda escolar aos alunos da rede municipal de ensino, diferente da gestão passada, que implantou o “Bolsa Merenda” durante a pandemia; pela falta de comprometimento quanto às medidas preventivas contra a pandemia da Covid-19, a exemplo da distribuição de álcool em gel e máscaras para a população; pela falta de políticas sociais que olhem para a população mais pobre, que, com o aumento dos índices de desemprego e a não distribuição de sopas, pães, bebidas lácteas e cestas básicas por parte da Secretaria de Assistência Social, começa a enfrentar sérios problemas quanto à alimentação e, até mesmo, passar fome; etc.

Penitência ou não, a população de Gravatá só tem certeza de uma coisa: da incerteza de dias melhores.

Deixar um comentário

Por favor, digite seu comentário
Por favor, coloque seu nome aqui